Na tarde desta quinta-feira 22 de
janeiro, o vereador Rui Lorenzato(PT), participou da Assembleia da Agenda 21 na sala futura do município de Passo Fundo. Durante a assembleia foi apresentado um
relatório financeiro das atividades de 2014. Foi realizada a alteração do
regimento interno, a aprovação do novo organograma da Agenda 21 e a constituição
da personalidade jurídica. Na
oportunidade, foi discutido nomes de entidades para compor a coordenação
colegiada do período de 2015/2016 que é composta por cinco entidades. Em fim, foi discutido qual será o plano de
trabalho para o ano de 2015. Segundo o parlamentar, é de grande importância continuar
tratando a questão do desenvolvimento da cidade de uma forma sustentável e de
preservação do meio ambiente.
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Fones: (54) 3316.7338 - 3316.7339
Rua Dr. João Freitas, 75
Cep: 99010-005 - Passo Fundo/RS
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23 de janeiro de 2015
22 de janeiro de 2015
AGRICULTORES BUSCAM AMPLIAR DEBATE COM ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL SOBRE A MERENDA ESCOLAR
Na tarde
desta quinta-feira 22 de janeiro, o vereador Rui Lorenzato(PT), juntamente com o
Presidente da Cooperativa de Produtores de Leite de Passo Fundo – Agroleite, Evaldo Santo Biff e agricultores associados da
cooperativa, reuniram-se com o Secretário
Adjunto da Educação Róger Teixeira Borges e a Coordenadora de Nutrição do município
Keli Szymanski. O motivo do encontro foi
abrir o debate ainda dos agricultores de Passo Fundo com a administração
atual sobre a compra de gêneros alimentícios
para a merenda escolar, ou seja, de que
forma o município pode dar prioridade
aos produtos produzidos pelos agricultores do nosso município. Conforme a Lei Federal N° 11.947, de 16 de junho de 2009, que diz que
do total dos
recursos financeiros repassados pelo FNDE, no âmbito do PNAE, no mínimo 30%
(trinta por cento) deverão ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios
diretamente da agricultura familiar local e do empreendedor familiar rural ou de
suas organizações para a merenda escolar. Segundo Lorenzato, se não
tiver uma postura do gestor municipal de beneficiar a agricultura local, os
produtos continuarão vindo de fora de Passo Fundo e prejudicando os agricultores
que produzem seus alimentos e precisam vender para o seu próprio sustento, ou seja,
irá incentivar os nosso agricultores a ficarem
no campo e continuar a produzir seus produtos com ainda mais qualidade. O Secretário
Adjunto e a Coordenadora de Nutrição se comprometeram para as próximas
licitações que acontecem duas vezes ao ano, de analisar os produtos juntamente
com a sua aceitação nas escolas e o seu orçamento buscando alternativas que vise primeiramente priorizar os produtos do nosso município e depois da
região.
20 de janeiro de 2015
UMA QUESTÃO DE DIREITOS ENTREVISTA DO PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS HUMANOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AO JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ
O ano de 2015 começou com acontecimentos que levantam
questionamentos sobre os limites dos direitos individuais. O atentado
terrorista em Paris, que vitimou doze pessoas no jornal francês Charlie Hebdo,
remete a questionamentos sobre a liberdade de expressão dos indivíduos. A
recente execução de um brasileiro, fuzilado na Indonésia, pelo tráfico de
drogas, retoma o assunto da aplicação da pena de morte nos países. Todos
assuntos debatidos no campo dos Direitos Humanos.
Para o membro da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo,
Paulo Carbonari, a atuação que frequentemente gera polêmica, dos grupos de
defesa dos Direitos Humanos, se aplica a toda a população e não apenas há uma
camada da sociedade. “Quando nós falamos em Direitos Humanos estamos falando
daquilo que qualquer pessoa precisa para viver de maneira decente. Falar de
Direitos Humanos é falar do direito de ir e vir, de liberdade de expressão, de
liberdade de religião, de poder viver sem violência, ter moradia, ter educação.
Então, é uma questão que diz respeito a qualquer ser humano”, aponta Carbonari.
O debate pela garantia desses direitos, atravessa a história
da humanidade mas se afirmou na década de 40, com a Declaração Universal dos
Direitos Humanos, logo depois da criação da Organização das Nações Unidas. Este
é dito como o marco contemporâneo da institucionalização dos direitos
garantidos a um cidadão para que leve uma vida digna.
A ação de grupos dos direitos humanos em defesa de
determinadas causas ou pessoas, comumente associa no senso comum o trabalho à
defesa de infratores, ou de quem tem a conduta questionada pela sociedade.
“Quando os Direitos Humanos diz que não é adequando, não é correto que pessoas
que estejam, por exemplo, sob a guarda da autoridade policial sejam torturadas,
não está passando a mão na cabeça do bandido. Está chamando atenção, o fato de
ele estar sob a custódia do estado, está preso, não dá ao estado a
possibilidade de fazer qualquer coisa com ele”, explica.
Para Carbonari, a recente condenação d epena de morte
aplicada ao brasileiro, que fui fuzilado na Indonésia no último final de
semana, ilustra bem a contradição da sociedade que por um lado pede pela
aplicação da pena no país, mas quando a situação se aproxima do seu cotidiano,
de uma pessoa de seu convívio esse ponto de vista ganha outra dimensão. “ Boa
parte dos brasileiros quer que haja pena de morte no brasil. Agora morreu um
brasileiro, e não pode. Quando a gente fala no genérico é fácil, o problema é
quando toca no cotidiano, no concreto”.
A luta das comissão e grupos que trabalham pela defesa dos
direitos coletivos, é para que as situações não sejam julgadas com dois pesos e
duas medidas, a partir do grau de proximidade que cada um tem sob determinada
questão.
Em várias frentes
Passo Fundo é um das cidades que teve a organização de
Direitos Humanos criada há 30 anos, e foi institucionalizada em julho de 1984.
Desde então, vem atuando em muitas ações. Uma delas é o acompanhamento do
processo de execução penal. Dentro do presídio Regional de Passo fundo, há
membros da Comissão de Direitos Humanas, que trabalham fazendo um processo de
reeducação e acompanhando os apenados.
Outro ponto forte da atuação da Comissão de Direitos Humanos
de Passo Fundo, é a educação. O grupo desenvolve atividades de formação de
professores, formação de lideranças. “Também atuamos mais recentemente na
formação de mulheres, que resultou na criação do projeto “Mulheres da Paz”,
para atuar no enfrentamento da violência contra a mulher”, ressalta Carbonari.
O Colóquio de Direitos Humanos, que em 2014 chegou a 6º edição também promove
uma semana de reflexão com pessoas do Brasil inteiro.
A CDHPF também atua no chamado campo de apoio a organização.
Na questão da moradia os advogados da comissão acompanharam o processo de
ocupação no bairro Leonardo Ilha. “Eles fizeram um processo judicial importante
para que chegasse ao desfecho em que a prefeitura adquiriu a área no Morada do
Sol e que aquelas famílias pudessem ser assentadas”, exemplifica. Carbonari
ressalta que a atuação da Comissão na garantia dos direitos de moradia, começou
ainda nos anos 80 quando a construção das perimetrais causou a remoção de
centenas de famílias, que foram povoar, o que hoje é bairro Jaboticabal. A
Comissão pretende retomar na agenda da cidade, ainda neste ano a situação dos
moradores da região Beira Trilho.
Outro desdobramento da atuação do conselho acontece na
participação das reuniões de conselhos que discutem a questão da mulher, das
garantias de acesso à saúde, segurança alimentar, e acompanham as atividades do
Conselho Estadual de Direitos Humanos. “Nós temos uma atuação que vai muito no
sentido de ir onde as pessoas precisam”, define Paulo Carbonari.
Acesso
Qualquer pessoa, independente da atuação ou da classe social
pode ter acesso ao trabalho da CDHPF. “Nosso trabalho é de orientação, de
apoio. Se as pessoas nos procuram precisando de alguma orientação do ponto de
vista jurídico, o que nós fazemos é esclarecer. Tem um grupo de advogados que
ajuda a situar o problema. Se é uma questão que precisa de defesa jurídica
especifica, vai para a defensoria pública se isso é uma causa coletiva, a gente
articula e vai para o MP, que são dois importantes interlocutores”, pontua.
É comum a comissão atender casos de mulher vítimas de
violência ou crianças em situação de abandono. A sede da CDHPF fica junto a ao
IFIBE e tem expediente a tarde. O telefone para contato é 54 3313 2305.
Fonte: http://www.diariodamanha.com/noticias/ver/6366/Uma+quest%C3%A3o+de+Direitos
16 de janeiro de 2015
" É a boa política que melhora a comunidade" , acredita Lorenzato / ENTREVISTA AO JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ 14/01/2015
Em 2014, o vereador Rui Lorenzato (PT) foi o relator de uma
das Comissões mais relevantes do Legislativo. A Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) da Telefonia realizou um mapeamento da qualidade dos serviços
prestados pelas operadoras de telefonia celular e internet em Passo Fundo para
mostrar às empresas as deficiências e as demandas da comunidade sobre o tema.
Líder da bancada oposicionista, o parlamentar também conseguiu manter a unidade
do grupo durante os momentos críticos do cenário político local.
Lorenzato é o sétimo vereador a participar das entrevistas produzidas pelo jornal Diário da Manhã com os parlamentares passo-fundenses, acertadas ainda no final de 2014. Confira:
Diário da Manhã - Em relação ao ano legislativo de 2013, como você avalia, politicamente, 2014?
Rui Lorenzato - Avalio como um ano positivo e de muitas realizações, onde fizemos
diversas indicações e pedidos de informações ao Executivo, atuando fortemente
na função de fiscalizar a Administração, que é uma das principais funções de
vereador. Denunciamos diversos problemas como a merenda estragada,
irregularidades e sucateamento da Codepas, o abandono e poucos investimentos no
interior, o descaso com o funcionalismo público, e os problemas na saúde e na
educação. Tivemos também um ano de eleições com cenários de tensão, resultando
numa disputa acirrada de dois projetos claramente diferentes.
DM - Que projetos de sua autoria você destacaria como sendo os mais importantes e relevantes para a sociedade neste ano? Por quê?
Lorenzato – Destaco dois projetos importantes de nossa autoria para este
novo ano: o primeiro institui redução aos proprietários de imóveis que
preservem, protejam e recuperem o meio ambiente. A proposição tem como objetivo
preservar, conservar e proteger o meio ambiente através de políticas que
atenuem os impactos ambientais e promovam o desenvolvimento sustentável. O
projeto estabelece que o contribuinte que utilizar o sistema de captação e
reuso da água da chuva tenha isenção percentual tributária no IPTU. O segundo projeto
que destaco e está em tramitação é o que dispõe sobre a reserva de vagas para
idosos nos estacionamentos públicos e privados. O Estatuto do Idoso traz normas
e ratifica as já existentes, garantindo direitos aos idosos que, segundo o
mesmo Estatuto, são as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.
DM – Em um ano em que muitos vereadores disputaram assentos na Assembleia ou na Câmara dos Deputados, você acha que a atuação da Câmara foi comprometida? O legislativo deixou de atuar normalmente em função das eleições gerais deste ano?
Lorenzato – De maneira nenhuma. Todas as ações de um vereador são
políticas. Concorrer a outros cargos públicos faz parte da vida política dos
parlamentares, para o fortalecimento de seu próprio partido e em busca de passos
ainda maiores para podermos representar o nosso município em outras esferas. Os
vereadores que não concorreram a nenhum cargo eletivo nestas eleições tiveram
uma importante participação de apoio a candidaturas de seus correligionários,
na busca de uma construção de projetos e políticas públicas para o
desenvolvimento no município de sua atuação.
DM – Uma das prerrogativas mais importantes do legislativo é fiscalizar o Executivo. Como você avalia sua atuação neste aspecto? Em que momento do ano você considera que foi mais efetivo nesta sua função?
Lorenzato - Estou muito satisfeito como líder da Oposição, porque
conseguimos fazer um trabalho sério e responsável, mantendo a unidade entre
todos os vereadores da bancada e, inclusive, recentemente ampliando com alguns
legisladores da base. Podemos citar a atuação crítica há várias ações do
Executivo, entre elas o projeto do ticket alimentação, o não uso dos recursos
do BID para investimentos em asfalto no interior, entre eles Bom Recreio e São
Roque que resultaram no abandono de projetos já iniciados; o britador móvel que
veio para facilitar a manutenção das estradas e mesmo assim elas se encontram
em péssimo estado de tráfego. Destaco ainda o abandono desta Administração na
área da Educação Infantil. O momento mais importante do ano foi quando atuamos
fortemente juntos com os funcionários públicos na luta pela não retirada de
direitos dos trabalhadores da ativa e os inativos.
DM - E a sua relação com a comunidade. Acredita que tenha cumprido com ações que seriam positivamente avaliadas pelo seu eleitorado? Como tem buscado este retorno?
Lorenzato – Tenho a certeza de que até este momento estou contribuindo com as
demandas da comunidade. Muitas vezes, estas demandas se confundem na sua
efetivação com a função do Executivo Municipal. Também destaco aqui a nossa
atuação com as entidades de recicladores de Passo Fundo. Na viagem que realizei
no mês de novembro para Brasília, conseguimos uma emenda de R$250 mil para
equipamentos de restruturação das cooperativas para facilitar o trabalho dos
catadores. Procuro o retorno da comunidade me relacionando fortemente com ela,
ouvindo e realizando encaminhamentos. Acredito que esta é a forma mais correta
de atuar e ampliar as relações com outros setores da comunidade fazendo a boa
política pública para melhorar a vida das pessoas.
DM – Uma de suas principais bandeiras é a agricultura e o desenvolvimento do setor primário no município. Como tem percebido os investimentos feitos nesta área e o que ainda precisa ser executado para garantir progresso econômico e social para os agricultores? Além disso, você foi relator da CPI da Telefonia. Tivemos avanços concretos neste setor? O que você apontaria como positivo a partir desse trabalho?
Lorenzato - Nesta administração podemos perceber o extremo abandono das
políticas voltadas para a agricultura, revelada através da falta de
infraestrutura nas estradas e a redução do orçamento da Secretaria de 1,32%
para 1,05%, por exemplo. Em 2014, aprovamos emendas sugerindo que o Executivo
amplie o investimento na manutenção, conservação e pavimentação de estradas do
interior, pois havia uma dotação existente de R$ 80 mil e sugerimos que fosse
ampliada para R$ 480 mil. Também tivemos a aprovação de uma emenda de ampliação
do quadro de máquinas para melhoria das estradas do interior e a instalação de
rede de água no interior. Acredito que com estes investimentos podemos melhorar
ainda mais a vida dos agricultores. Mas, não podemos ficar apenas nisso. O
Executivo tem o dever de olhar cada vez mais para o setor primário, pois há
cerca de 400 famílias vivendo no interior do município, gerando renda para
Passo Fundo. Em relação a CPI da Telefonia tivemos grandes avanços, pois
mostramos a grande falta de sinal de telefone e internet no meio rural e em alguns
pontos da cidade. A partir disso propomos um diálogo com as empresas do setor,
trazendo a comunidade para o debate, através de uma audiência pública. Além
disso, o Executivo garantiu um investimento de 10 torres distribuídas nos
distritos, chegando a um total de R$ 800 mil e que, infelizmente, ainda não
ocorreu.
Fonte: http://www.diariodamanha.com/noticias/ver/6266/%E2%80%9C%C3%89+a+boa+pol%C3%ADtica+que+melhora+a+comunidade%E2%80%9D+acredita+Lorenzato
“PÁTRIA
EDUCADORA”: LEITURAS ABERTAS
Paulo César
Carbonari
No discurso de
posse feito às autoridades, desde a mesa do Congresso Nacional, a presidenta
Dilma anunciou o que seria o “novo lema” de seu governo. É sobre ele que
teceremos alguns breves comentários de análise em leituras abertas.
O novo lema é
“Brasil, pátria educadora!”. A presidenta quer que este lema seja um “brado” e o
caracteriza como “simples, direto e mobilizador” – espera-se que não no sentido
dado pelo marketing de propaganda política a estes três adjetivos e sim no
sentido consistente da política que se faz mais do que com propaganda. A
possibilidade da consistência político pode se revelar no que a presidenta
disse: “reflete com clareza qual será a nossa grande prioridade e sinaliza para
qual setor deve convergir o esforço de todas as áreas de governo”.
Segundo a própria
presidenta, o lema tem “duplo significado”: diz que a “educação será a
prioridade das prioridades” e que “devemos buscar, em todas as ações do governo,
um sentido formador, uma prática cidadã, um compromisso de ética e sentimento
republicano”. Os sentidos apontam, de um lado, para uma perspectiva
programática, no caso do primeiro, e, noutro, para uma perspectiva normativa.
A perspectiva
normativa expressa um desejo ético-político de orientação do conjunto das ações
a serem empreendidas pelo governo como: a) agente formador, agente de formação;
b) agente de prática cidadã; c) agente de ética; d) agente de sentimento
republicano. Por mais emblemáticas ou mesmo enfáticas, estas disposições
normativas não agregam novo ao que se poderia esperar de um governo num Estado
Democrático de Direito. A novidade talvez seja exatamente tê-las reiterado,
mesmo que sobre elas tenha deitado seu juramento de posse ao dizer que cumpriria
e faria cumprir a Constituição. Talvez por isso tenha dedicado somente uma linha
a mais para esclarecer do que se tratava este sentido do lema quando disse: “Só
a educação liberta um povo e lhe abre as portas de um futuro próspero” – jargão
tão repetido! O aspecto normativo parece estar dado.
No que diz
respeito ao aspecto programático, a presidenta dedica mais tempo para detalhar o
que seria ter a educação como “prioridade das prioridades”. A expressão,
note-se, indica que há outras prioridades, mas não diz quais são elas. De
qualquer modo, de todas elas, sejam quais forem, a educação emerge e se sobrepõe
a todas elas [ou também se somaria a todas elas – dúvida metodológica!]. Neste
ponto, também faz uma inflexão normativa no seio da proposta programática ao
dizer que “democratizar o conhecimento significa universalizar o acesso a um
ensino de qualidade em todos os níveis – da creche à pós-graduação –; para todos
os segmentos da população – dos mais marginalizados, os negros, as mulheres e
todos os brasileiros”. Entende a educação como “democratizar o conhecimento” –
uma visão redutiva, certamente da educação, que, de longe, não se resume a
conhecimento, por mais amplo que seja o sentido que se possa dar a ele. Põe-lhe
como escopo a “universalização do acesso a um ensino de qualidade” – articula
dois componentes que têm sido tão difíceis de equacional, acesso e qualidade,
visto que parece que quando há qualidade não tem acesso e quando te acesso não
tem qualidade (!!!). De qualquer modo, isso se faria considerando duas
variáveis: “todos os níveis [de ensino]” e “todos os segmentos da
população”.
O conteúdo
programático é detalhado no que se poderia chamar uma lista de medidas
específicas: a) “ao longo deste novo mandato, a educação começará a receber
volumes mais expressivos de recursos oriundos dos royalties do petróleo e do
fundo social do pré-sal. Assim, à nossa determinação política se somarão mais
recursos, mais investimentos”; b) “vamos continuar expandindo o acesso às
creches e pré-escolas para todos, garantindo o cumprimento da meta de
universalizar, até 2016, o acesso de todas as crianças de 4 e 5 anos à
pré-escola”; c) “daremos sequência à implantação da alfabetização na idade certa
e da educação em tempo integral”; d) “ênfase especial daremos ao ensino médio,
buscando em parceria com os Estados efetivar mudanças curriculares e o
aprimoramento da formação dos professores”; e) “o Pronatec oferecerá, até 2018,
12 milhões de vagas para que nossos jovens, trabalhadores e trabalhadoras tenham
mais oportunidades de conquistar melhores empregos e possam contribuir ainda
mais para o aumento da competitividade da economia brasileira”; f) “darei
especial atenção ao Pronatec Jovem Aprendiz, que permitirá às micro e pequenas
empresas contratarem um jovem para atuar em seu estabelecimento”; g) “ vamos
continuar apoiando nossas universidades e estimulando sua aproximação com os
setores mais dinâmicos da nossa economia”; e) “o Ciência Sem Fronteiras vai
continuar garantindo bolsas de estudo nas melhores universidades do mundo para
100 mil jovens brasileiros”.
O discurso cuida
de apontar ao menos algum aspecto para cada um dos principais níveis de ensino.
A questão de mérito que precisaria ser refletida é da pertinência, por um lado,
e da suficiência, por outro, destas medidas para transformar a educação em
“prioridade das prioridades”. Para além disso, seria necessário lançar luzes
sobre outras possíveis medidas que se perdem na sombra do que não foi
“iluminado” pelo discurso. Mas isso é tarefa para uma reflexão para a qual será
necessário tomar em conta o Plano Nacional de Educação (PNE), junto com outros
Programas, como o PNDH-3. Assunto para reflexão futura.
Para não esquecer,
necessário dizer que na mesma posse, no discurso ao povo, desde o parlatório do
Palácio, sobre este tema a presidenta limitou-se a dizer: “Assumo esse
mandato com uma certeza: nós estamos juntos com a dignidade, estamos juntos de
pé, e com a força da imensa fé que temos no povo desse país”, dizendo que, entre
os desdobramentos desta certeza está: “De pé e com fé porque o Brasil será a
verdadeira pátria educadora e os brasileiros terão acesso à educação de
qualidade, da creche à pós graduação”, agregando: “De pé e com fé, porque vamos
continuar o Minha Casa, Minha Vida, o Prouni, o Fies, o Ciência sem Fronteiras”,
citando alguns dos principais programas de educação, mas todos no âmbito da
educação superior.
Finalmente, resta
saber como situar este lema no que foram os compromissos assumidos no final dos
dois discursos. Na fala ao povo disse: “o povo brasileiro tem o direito de
dizer, como uma orientação para o meu novo mandato: nenhum direito a menos,
nenhum passo atrás, só mais direitos e só o caminho à frente. Esse é meu
compromisso sagrado perante vocês. Esse é o juramento que faço nessa praça”. Na
fala às autoridades concluiu dizendo: “Deus colocou no meu peito [...]
Um
coração tão cheio de fé no Brasil que não tem medo de proclamar: vamos vencer
todas dificuldades, porque temos a chave para isso. Esta chave pode ser resumida
num verso com sabor de oração: ‘O impossível se faz já; só os milagres ficam
para depois’”. A questão que se põe é: afinal a educação está entre o que o
impossível ou o miraculoso; a educação está entre os direitos para quem nada a
menos e só mais? A questão é determinando pois se constitui o “impossível” para
o que “só mais” então se poderia acrescentar “já”. A liberdade popular abusada
poderia dizer que o lema ficaria melhor se fosse: “Brasil, pátria educadora, já!
Caso esteja entre o que chamou de milagre, o abuso popular poderia refazer o
lema como “Brasil, pátria educadora, quando?”.
Enfim e acima de
tudo, o discurso faz sentido porque apresenta uma agenda que deve ser tomada a
sério pela sociedade a fim de que possam ser produzidos os efeitos que estão
nele contidos como promessa. Não dá para esperar que esta passagem seja obra da
pura vontade da governante. Será obra na medida em que se converter em luta
popular para fazer com que o que seja transformado seja o cotidiano, com o e
apesar do discurso.
19 de dezembro de 2014
VEREADOR RECEBE VISITA DO SECRETÁRIO EXECUTIVO DO PROJETO TRANSFORMAÇÃO
Na tarde de ontem 18 de dezembro, o Vereador Rui Lorenzato(PT), recebeu em seu gabinete a visita do Vôlnei Fortuna que é Secretário Executivo do Projeto Transformação da Cáritas. Na oportunidade, conversaram sobre a viagem quem o parlamentar fez para Brasília no mês de novembro e esteve reunido com o Senador Paulo Paim. Na oportunidade o vereador esteve falando sobre a importancia do trabalho das cooperativas e conseguiu uma emendas parlamentar para qualificar ainda mais, desenvolvimento do trabalho feito pelas cooperativas que recicladores de Passo Fundo. Tive a alegria de poder estar informando ao Vôlnei que o Senador irá liberar uma emenda para o ano de 2016. Ressaltou o parlamentar.
VEREADOR PARTICIPA DA REUNIÃO DA COPREL EM IBIRUBÁ
VEREADOR VISITA O INSTITUTO FEDERAL DE SERTÃO
O vereador Rui Lorenzato(PT), esteve na tarde de ontem 18 de dezembro, em Sertão no Instituto Federal do Rio Grande do Sul, visitando as obras do governo Dilma junto a este campus. Mais uma vez o governo federal está fazendo investimentos pesados na área da educação em nosso estado e especialmente em nossa região. O Instituto Federal de Sertão, além de contar com cursos técnicos, também oferece curso de graduação e pós-graduação em diversas áreas todos gratuitos. Estas obras iram ampliar ainda mais o acesso aos alunos que lá estudam. Destacou o parlamentar.
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