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13 de fevereiro de 2015


Humanidade atropelada
“Enquanto o tempo acelera e pede pressa, eu me recuso, faço hora, vou na valsa...a vida é tão rara” (Lenine)
O trânsito de nossas cidades revela o nosso comprometimento pessoal e coletivo com a esquizofrenia e a imposição dos números. Passo Fundo, a exemplo de outras cidades de médio e grande porte, viveu em 2014 a supremacia dos números, de carros. Segundo estudo do arquiteto e urbanista desta cidade, Daniel Bueno, nossa cidade dobrou o número de carros em relação ao número de habitantes, no período de 2006 a 2009. Estarrecedor!
Cabe, então, uma singela reflexão sobre o porquê da supremacia das máquinas e dos motores. O fato é que reduzimos nossas vidas a uma competição com o tempo. O que é a pressa senão a pretensão de reduzirmos tempo? O que é a correria senão querer fugir do lugar para chegar a lugares, e mais lugares? O que é a velocidade senão acelerarmos nossa louca correria.
Tudo corre muito ligeiro, mas o percurso e o desenrolar da vida segue regular. O tempo foi inventado pelos homens, mas a vida não. Enquanto aceitarmos que os números se imponham ao ritmo natural da vida, continuaremos lamentando o número de vítimas da pressa.
Aliás, o que são as vítimas além de números? Não nos assustamos mais saber que somente nos primeiros 05 meses do ano de 2014, 21 pessoas perderam suas vidas no nosso trânsito. Para ficarmos nos números, em 2013 foram 18 mortos. O que é que são 18 ou 21 pessoas mortas? O que elas representam diante de um total de quase duzentos mil habitantes?
Concordo com a afirmação das autoridades do trânsito de nossa cidade, de nosso estado e de nosso país de que os motoristas e pedestres são parte da culpa dos nossos acidentes. Que boa parte dos acidentes poderia ser evitada (sempre se...). Mas não posso ficar na mera constatação sem perguntar pelas causas. As causas, todos nós devemos investigar.
Cadê a nossa humanidade? Será que ela foi atropelada pelos números? Será que a organização do trabalho, da economia e do cotidiano das nossas cidades não está nos levando a uma mais completa loucura? Dizemos sempre que estamos correndo, mas nem sempre sabemos para onde nem atrás de que.
Fiquei pensando no que é mesmo esquizofrenia. Pesquisei e descobri que "esquizofrenia é uma doença psiquiátrica endógena, que se caracteriza pela perda do contato com a realidade. A pessoa pode ficar fechada em si mesma, com o olhar perdido, indiferente a tudo o que se passa ao redor ou, os exemplos mais clássicos, ter alucinações e delírios. Ela ouve vozes que ninguém mais escuta e imagina estar sendo vítima de um complô diabólico tramado com o firme propósito de destruí-la. Não há argumento nem bom senso que a convença do contrário.”. (Dr. Dráuzio Varella, médico psiquiatra).
Concluí então: trânsito pode combinar com esquizofrenia. Não é louco?
Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.


12 de fevereiro de 2015



Tudo e nada com Petrobrás!
Minha atividade social militante não me condena. Passei a vida, como muitos, defendendo bandeiras como a liberdade, o respeito aos direitos humanos fundamentais, a consolidação da democracia ativa, o acesso à cidadania através da geração de trabalho e renda, o respeito, a consideração e reverência às diferentes crenças, dentre outras. Não imagino que esta luta social, feita a tantas mentes e mãos, possa me impor qualquer responsabilidade sobre desvios éticos e morais de terceiros que se apropriaram dos bens mais sagrados: as instituições e os recursos públicos.
Sempre fui otimista com relação aos potenciais da cidadania e altivez dos brasileiros, apesar da insistente passividade que nos circunda e nos envolve cotidianamente. Nem os mais recentes e noticiados episódios envolvendo corrupção no Brasil abalaram minha crença nos brasileiros que, por sua diversidade e riqueza cultural, produzem uma nação gigante. Mas em função de uma intensa divulgação midiática - certamente intencionada - sobre corrupção, estamos vivendo um tempo de “neuroses coletivas”, envolvendo conceitos, julgamentos e condenações generalizadas sem a mínima sensatez que permita o senso crítico e discernimento.
Nas redes sociais ou nos relacionamentos interpessoais há pessoas que cegaram pontos de vista, agindo estupidamente com aqueles que, defensores da mesma luta ideológica, imaginam próximos ou coniventes aos já publicamente julgados e condenados “malfeitores da nação”. Grosseiramente, imputem a todos os lutadores sociais, associação direta com estes. Desconsideram história pessoal, coletiva e organizada de milhares de pessoas que ajudaram este país a superar a vergonha da miséria e da fome, do preconceito e da discriminação, da falta de trabalho e oportunidades, da cidadania passiva (que sempre envolvia a noção de favores e não direitos).
Penso, como muitos, que poderemos passar a limpo endêmica e sistemática corrupção que grassa as relações pessoais e institucionais em nosso país. A corrupção que acontece a cada dia nas ruas, nos hospitais, nas organizações civis e de classe, nos poderes da República, na Petrobrás e demais empresas públicas e privadas pode ser enfrentada neste momento histórico.  Escolher a corrupção como um dos problemas brasileiros talvez seja o primeiro passo em direção ao seu enfrentamento, a ser efetivado todos os dias, em todos os espaços.
Eleger a Petrobrás, alguns governos ou a presidente Dilma como “bodes expiatórios” é uma forma equivocada de enfrentar o problema da corrupção no Brasil. As mudanças reais, de efetivo resultado, virão quando mudarmos a forma de pensar e organizar a vida em sociedade mudando nosso sistema político (falido e corrompido), nosso sistema econômico (excludente e seletivo), nosso sistema social (da estratificação social), nosso sistema jurídico (burocratizado e que favorece a impunidade), para citar alguns.
Esta mudança exige outra postura dos cidadãos brasileiros: a vigilância, a denúncia e a cobrança por maior transparência em todos os atos e atividades que envolvem o interesse público. Exige em todos os espaços educativos: escolas, clubes, associações, sindicatos e partidos o estudo e o debate das implicações e problemas da corrupção para a nação. Exige cobrar que todos os que comprovadamente praticaram corrupção sejam punidos e que o dinheiro público seja ressarcido.
O pior a fazer é agir como expectadores, jogando como torcida: pior, melhor, mais corrupto, menos corrupto, mais ético, menos ético. Enfrentar a corrupção no Brasil deveria ser um dever cívico de todos, para o bem de toda nossa querida nação brasileira.
Sou todo Petrobrás para defender a importância estratégica desta empresa para o desenvolvimento do país, mantendo-a pública, saneada e livre dos ataques predadores e privatizantes. Sou nada Petrobrás se é para transformá-la em “bode de sala”, mantendo tudo como está para favorecer a corrupção e a concentração da renda neste país.

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.

9 de fevereiro de 2015

INAUGURAÇÃO DE ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL






Na manhã deste último sábado 07 de fevereiro de 2014, o Vereador Rui Lorenzato(PT) esteve no Loteamento Santa Rita na inauguração da Escola Municipal de Educação Infantil Cantinho da Ritinha. Esta é mais uma obra que teve inicio no governo Dipp/Cecconello no valor previsto de R$899.344,65 reais com projeto elaborado pelo PROINFÂNCIA - FNDE recursos do Governo Federal (PACII) e contrapartida do município, sendo que o governo anterior entregou com licitação concluída e ordem de serviço entregue. A Escola de Educação Infantil antederá 150 crianças daquela localidade. Segundo Lorenzato, é mais uma Escola que através de recursos do Governo Federal adquiridos no governo Dipp/Cecconello e contrapartida do município e apesar de ficar um ano parada após a conclusão das obras hoje está sendo entregue para a comunidade. O parlamentar destacou que esta é  uma obra  que faz parte do governo Dilma através do PAC II, onde prevê a ampliação da oferta de creches e pré-escolas para crianças de até cinco anos. Foi previsto o investimento de R$ 7,6 bilhões para contratar a construção de 6 mil creches e pré-escolas até o final do ano de 2014.

3 de fevereiro de 2015



Gente em fuga!

“Se por acaso fujo, não é por falta de luta. Qualquer abandono exige coragem. Qualquer fuga tira um pedaço de nós que não volta. É preciso força até para desistir”. (Verônica H.)

            O preconceito e discriminação para com pessoas que fogem são descabidos e injustificáveis! Sempre pensei que fuga é uma atitude que podemos (e devemos) esperar quando tratamos de seres humanos em condição de sofrimento, injustiça, fome e desumanização; sem culpa por isso.
Fugir é o destino comum dos seres humanos quando as condições de vida e dignidade atentam contra a própria existência. Aliás, o que mais temos é gente que foge da violência, da opressão, do descaso, do abandono, do desamor, das diferentes prisões. Fico imaginando se a fuga não é condição substantiva para preservarmos nossa condição de humanidade. As diferentes prisões não fazem bem a ninguém.
As casas prisionais deste país são um verdadeiro depósito de humanos e a sociedade brasileira parece não se importar com esta situação desumana.. Presos tem responsabilidade por seus crimes, mas não são responsáveis pelos crimes que o Estado e a sociedade cometem com eles.
Como sempre, preferimos não abordar as raízes dos problemas, preferindo soluções de “simplificação”. É sempre mais fácil “culpabilizar as vítimas”, ao invés de perguntar as razões pelo sofrimento em que os outros estão passando. Ao invés de cobrarmos que o Estado ofereça condições de vida, moradia e ressocialização, preferimos condenar aqueles que, através da fuga, exercem seus direitos sobreviventes. Ao invés de cobrar medidas que dificultem as fugas e mantenham maior vigilância sobre as ações dos presos, preferimos elegê-los como nossos mais nobres algozes.
A pobreza de nossos pensamentos faz com que esqueçamos que eles (os presos), como nós, fazemos parte de uma sociedade violenta, autoritária, injusta, corrupta e perversa. Preferimos nos apartar, intitulando-nos “pessoas de bem”, como se a maldade fosse uma propriedade dos maus, logo, dos presos e “marginais”, como assim os chamamos. Esta ingênua ignorância nos leva, sem querer, à mesma condição de vítimas dos próprios pensamentos e incompreensões. Vítimas do mundo e submundo do roubo, da ganância, do poder e do medo que permitimos reinem em todas as nossas prisões. Vítimas dos próprios presos que condenamos.
É necessário perguntar pelos ideais de ser humano, mundo e humanidade que concebemos e defendemos. Pelos investimentos e oportunidades que estamos dispostos a construir para todos que nascem e tem o direito de buscar as condições para viver sua humanidade na plenitude. Todos precisam de oportunidades para se humanizar porque o castigo sem sentido só alimenta a revolta e a própria desumanização.
O maior desafio e trabalho que podemos empenhar pelo mundo é a humanização, nossa e dos outros. É preciso lutar por condições que não exijam de ninguém a fuga como a única possibilidade de não sucumbir à própria humanidade. A liberdade deve ser o maior horizonte!
É um trabalho corajoso, necessário e permanente.
Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.
     

FESTIVAL DOS TROVADORES EM PASSO FUNDO





No fim da tarde desta segunda-feira 02 de fevereiro, o vereador Rui Lorenzato (PT) participou na Associação dos Trovadores Pedro Ribeiro da Luz de Passo Fundo de uma reunião para tratar sobre a vinda do festival de trovadores em Passo Fundo. Durante o encontro se fez presente João Estivalet que é um dos trovadores e organizadores de festivais de trova no Rio Grande do Sul, João Castanho um dos fundadores da associação, Gilda Galeazzi coordenadora da 7° Região, representante do executivo municipal Daniel Benvegnú Lé. Durante o encontro o Patrão João Leonel Ferreira dos Santos manifestou a sua alegria de poder estar recebendo na Associação dos Trovadores pessoas identificadas com a tradição e buscando trazer o festival de trovas para Passo Fundo. Durante a conversa foi discutido a elaboração do projeto, e sugestões de datas para a realização do festival, onde foi levantado a sugestão do mês de agosto. Foi explicado como funciona a elaboração do projeto até a sua aprovação junto ao governo do estado e a captação de recursos para o evento. Lorenzato, destacou  a satisfação de poder estar participando na construção deste projeto, pois é uma forma de reconhecer os nossos trovadores desde os iniciantes até os mais experientes. Também reforçou que é   parceiro juntamente com os 21 vereadores para a divulgação do evento e no que for necessário. 

30 de janeiro de 2015

MAIS UMA DO SARTORI


Mesmo com custo mensal baixo e alta relevância em resgastes, como no incêndio da boate Kiss e o acidente de ônibus em Glorinha, o serviço aereomédico de resgate do Estado, criado no governo Tarso Genro (PT), será fechado por Sartori (PMDB).
Após investimento de quase R$ 26 milhões na compra de dois helicópteros, o serviço de atendimento aeromédico do Estado, implantado em 2012, deverá ser desativado pelo governo estadual. 

Para o secretário da Saúde, João Gabbardo, o trabalho realizado por equipe de 15 médicos e enfermeiros, por meio de um termo de cooperação entre Brigada Militar e Samu, é "totalmente dispensável". 

Coordenador do serviço, Maicon Vargas classificou a decisão um retrocesso. Ressaltou que, nos últimos 12 meses, o grupo realizou 140 atendimentos, entre eles os resgates dos praticantes de rapel em Maquiné e das vítimas do acidente com ônibus da Unesul em Glorinha, ambos neste ano, e do incêndio na boate Kiss, em 2013.

— Enquanto todos os Estados investem neste tipo de serviço, o atual governo decide voltar atrás. É lamentável. A população vai ser prejudicada, pois é um serviço que pode ajudar a salvar muitas pessoas.

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Gabbardo diz que foram feitos só 24 atendimentos no último ano. Segundo Vargas, a diferença entre os números ocorre porque a secretaria considera apenas os chamados via central estadual. Conforme Gabbardo, o governo vai tentar rever o investimento de R$ 26 milhões (70% deste valor já foi pago) feito em 2014 para a compra de duas aeronaves, mas a entrega de uma delas está prevista para a próxima semana.

— Vamos definir o que vai ser feito com os helicópteros. Não teríamos feito esse investimento, teríamos transferido esses recursos para a assistência e deveríamos menos para hospitais e prefeituras — disse Gabbardo.

Com a desativação do projeto, que tem custo mensal de R$ 156 mil, a demanda deverá ser atendida pela BM, como no passado, e por empresas privadas, que também atuam na coleta de órgãos para transplantes. Vargas, ex-coordenador estadual do Samu, diz que o custo da hora será cinco vezes maior com o serviço terceirizado.
Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2015/01/atendimento-aeromedico-do-governo-estadual-deve-acabar-4689991.html

VEREADOR PROTOCOLA INDICAÇÃO AO EXECUTIVO MUNICIPAL

O Vereador Rui Lorenzato (PT), protocolou  na manhã desta sexta-feira 30 de janeiro, uma indicação ao Executivo Municipal, onde sugere a ampliação ou compra de novas áreas para cemitérios municipais em nosso município. A presente indicação tem por objetivo atender as reivindicações dos nossos moradores, pois Passo Fundo hoje tem cerca de 200 mil habitantes e os cemitérios são os mesmos da década de 60 e hoje estão super lotados. Segundo o parlamentar a presente indicação tem por objetivo  indicar ao Executivo Municipal que faça um estudo da situação dos nosso cemitérios para que possamos localizar novas áreas para ampliação ou construção de novos cemitérios para que as pessoas façam o sepultamento de seus entes queridos e resolvam  em partes a dificuldade que se tem de encontrar um espaço físico para realizarem o sepultamento de seus familiares.

26 de janeiro de 2015

VEREADOR ACOMPANHA COMISSÃO DE MORADORES DA OCUPAÇÃO VALINHOS II


Na tarde desta segunda-feira 26 de janeiro, o vereador Rui Lorenzato(PT), acompanhou a comissão que representa os moradores da Ocupação do Valinhos II, que já é considerado um bairro de moradores efetivados numa reunião com a coordenadora de transporte escolar do município de Passo Fundo Kelly Dartora . Na reunião foi tratado a dificuldade dos alunos desta ocupação que estudam na Escola de Ensino Fundamental Guaracy Barroso Marinho do Bairro Alexandre Zachia, onde os mesmos não tem transporte escolar até a escola. Sendo que, as crianças fazem o trajeto até a escola caminhando correndo o risco de serem atropeladas ao atravessar a BR 285, entre outros riscos. A coordenadora propôs de levar a situação ao conhecimento da empresa que faz o transporte escolar para que os mesmos possam rever o itinerário e dar um retorno para a comissão.